Saúde bucal é tema de Encontro no Sul

Os Conselhos Regionais de Odontologia de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul promovem de 1 a 3 de outubro, em Balneário Camboriú (SC), o I EncontroSul Brasileiro de Saúde Bucal. destaque2O evento reúne cerca de 600 pessoas entre especialistas, agentes públicos, profissionais, professores e acadêmicos.

Em pauta, a ampliação das equipes bucais na Estratégia de Saúde da Família e as perspectivas da Política Nacional de Saúde Pública. “Não estamos debatendo apenas o crescimento quantitativo, mas também qualitativo”, explicou o presidente do Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina (CRO-SC), Sidnei José Garcia.

A abertura do evento foi prestigiada pelo secretário de Estado da Saúde, cirurgião-dentista Dado Cherem; o deputado estadual e cirurgião-dentista Dagomar Carneiro; o conselheiro do CFO Outair Bastazini; e a presidente da Academia Catarinense de Odontologia, Rosita Dittrich Viggiano, além dos presidentes dos CROs dos três estados do Sul.

Além das palestras e debates, foram apresentados trabalhos municipais destacados pelo Prêmio Brasil Sorridente. O Encontro recebeu a inscrição de 74 trabalhos. “Há 20 anos, ninguém queria trabalhar na rede pública. Agora, a realidade está mudando”, disse o presidente do CRO-PR, Ermensson Luiz Jorge. “O evento já alcançou os objetivos, pois conseguiu uma grande participação de profissionais”, destacou o presidente do CRO-RS, Joaquim Cerveira.

“É a primeira vez que os CROs discutem a situação do atendimento público odontológico. Serve de alerta aos administradores públicos para os serviços que hoje são oferecidos à população”, destacou o presidente do CRO-SC, Sidnei José Garcia. “Atualmente, o município só não cria sua estrutura por falta de conhecimento ou por falta de vontade política, pois há financiamento das esferas federal e estadual”, destacou Garcia.

A Política Nacional de Saúde Bucal foi lançada em 2004, com o Programa Brasil Sorridente, que apresenta, como linhas básicas, a viabilização da adição do flúor a estações de tratamento e águas de abastecimento público, a reorganização da Atenção Básica (especialmente por meio da Estratégia Saúde da Família) e da Atenção Especializada (através de Centros de Especialidades Odontológicas). Em 2006, o investimento no programa foi de R$ 1,3 bilhão.

As prefeituras recebem recursos para criarem as chamadas Equipes de Saúde Bucal – ESB e os Centros de Especialidades Odontológicas. O resultado deste investimento é a ampliação da oferta dos serviços odontológicos nas unidades básicas de saúde. Atualmente, 40% da população brasileira (77 milhões) têm a cobertura das Equipes de Saúde Bucal.

Especialidade

Quando o Brasil Sorridente foi lançado, há 5 anos, apenas 3,3% dos atendimentos odontológicos feitos no SUS correspondiam a tratamento especializados. Até então, o máximo oferecido eram extração dentária, restauração, pequenas cirurgias e aplicação de flúor. Com o programa, foram criados os Centros de Especialidades Odontológicas, onde é possível oferecer atendimentos especializados, como diagnóstico bucal (com ênfase na detecção do câncer de boca), periodontia (doenças da gengiva), cirurgias, endodontia (tratamento de canal) e atendimento a portadores de necessidades especiais.

O tratamento oferecido nos CEOs é uma continuidade do trabalho realizado pela rede de atenção básica e, no caso dos municípios que estão na Estratégia Saúde da Família, pelas equipes de saúde bucal. A implantação dos CEOs funciona por meio de parceria entre estados municípios e governo federal, ou seja, o Ministério da Saúde faz o repasse de uma parte dos recursos e Estados e municípios contribuem cada um com outra parcela.

Fonte: CRO-SC